{ Áudio } Ao vivo: introdução ao Ayurveda (doshas)!

Uma voz não é idêntica a outra. Nada é! Temos uma estrutura básica comum, mas em particularidades, somos todos únicos e o Ayurveda traz essa consciência de que somos únicos e porque somos únicos, precisamos entender como funciona todo o nosso organismo.

Olá, amigos queridos!

Ontem aconteceu mais uma live incrível no Instagram! Eu realmente adoro estar com vocês! Obrigada a todos que estiveram no encontro e a todos que ouvirão offline.

Deixo aqui para vocês o áudio, que já está no podcast também pelo Spotify, e o material que foi citado.

Livros citados:

  1. Ayurveda, a ciência da autocura, Dr. Vasant Lad;
  2. Medicina Ayurvédica para a Mulher, Ginecologia Natural, Atreya;
  3. Manual de Massagem Ayurvédica, técnicas indianas tradicionais para o equilíbrio do corpo e da mente, Harish Johari.

 

Leitura do áudio:

Livro: Platão para sonhadores, 80 pílulas de filosofia cotidiana para transformar suas melhores ideias em realidade, Allan Percy.

Trecho: A educação consiste em ensinar às crianças a desejar as coisas certas.

Nem sempre é fácil lidar com as emoções e os desejos. Almejamos muitas coisas, mas, como consideramos a maioria inalcançável, não paramos para pensar no que faríamos se as obtivéssemos.

Há uma história sobre um camponês humilde que reclamava que os deuses nunca lhe concediam nada. Ao ouvi-lo, os deuses decidiram dar ao homem as três primeiras coisas que desejasse em voz alta.

O camponês voltou para casa muito emocionado, imaginando grandes riquezas, mas a esposa o aconselhou a esperar e disse que era melhor os dois pensarem com calma. E ela tinha razão, pois o homem, aborrecido por já ter desperdiçado um desejo e por ouvir a reprovação da mulher, desejou que um chouriço crescesse no nariz dela, para que a esposa parasse de perturbá-lo. E assim aconteceu, o que o obrigou a gastar o último desejo para deixar a mulher como antes.

É pouco provável que os deuses apareçam diante de nós, concedendo-nos desejos, mas a moral dessa história pode servir para que a gente se liberte dos anseios que não nos permitem viver em paz. Afinal, se pensarmos sobre muitas das coisas que acreditamos querer, descobriremos que já não as desejamos mais.

Por exemplo, após um dia de trabalho difícil e de enfrentar o engarrafamento, é fácil desejar com todas as forças uma vida afastada nas montanhas. É possível que passemos até mesmo a odiar nossa casa e nossa cidade, e, por curiosidade, podemos até pesquisar o site de uma imobiliária bem distante. Esse tipo de desejo alimenta nosso mal-estar e nos faz querer algo que não temos.

Mas, se pensarmos com cuidado, talvez sejamos surpreendidos. Afinal, por mais que odiemos os engarrafamentos, provavelmente odiaríamos mais ainda estar longe de tudo, não ter cinemas ou restaurantes por perto, viver a centenas de quilômetros das pessoas que amamos ou até mesmo suportar o frio no inverno. Se refletirmos sobre todas essas coisas, perceberemos que, no fundo, não desejamos fugir para as montanhas e redescobriremos quanto gostamos da casa e da cidade em que vivemos.

Muitas pessoas que desejaram ser famosas a vida toda, por exemplo, sentem falta do anonimato e da simplicidade quando atingem seu objetivo.

Por isso, antes de se deixar levar pelos impulsos, pare um momento e pense que é preciso ter cuidado com o que se deseja, pois pode se tornar realidade.

Conexão da leitura com os doshas:

Sempre que desejamos algo que não nos pertence, um desequilíbrio acontece. Em quase 100% das vezes, observei entre meus pacientes um desagrado por não aceitar a formação de seu organismo, assim, desejando ser algo que não é e promovendo desalinhamentos no próprio corpo, mente e emoções.

Posso dizer que grande parte do trabalho acaba se voltando a limpar e realinhar na consciência do paciente a sua natureza. Porque se simplesmente olhássemos para nós mesmos com amor, admiração e carinho, não teríamos a maior parte das doenças físicas, emocionais, energéticas, mentais e espirituais que temos.

Ficar olhando para o outro e desejar ser igual ou ficar sonhando com possibilidades que não são da nossa natureza é diminuir toda a potência de criação e manutenção da vida. A diversidade é a base estrutural da vida porque, novamente, a vida não é prática, ela é muito mais que isso, ela é inteligente e sábia! Lembra do post que fala sobre isso? Está aqui!

Então, se é pra fazer um desejo, que tal o de sermos nós mesmos!? Porque quando pararmos de achar que nós temos que ser de determinado modo e que o outro tem que se encaixar nos moldes que nós escolhemos pra eles, eu posso dizer que acredito que seremos uma sociedade muito mais feliz, eficiente e com saúde!

Portanto, que sejamos nós mesmos e possamos abrir espaço e acolher o outro em sua natureza. Assim, cada um cumpre seu dharma (fluxo de existência) e nós podemos, verdadeiramente, apoiar um ao outro.

Um abraço e até breve!

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Informação importante: a imagem destacada desse post é de autoria de Monica B. Ela é designer, trabalha com Ayurveda e tem um blog com bastante conteúdo. Para conhecer, é só clicar aqui.

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