Cura: a (re)conexão com o ser divino, sagrado e sábio que somos {pura natureza}! ✿

Reconexão e celebração com a vida, com o prana, com a fala, com a escuta, com o momento, com o espaço, com cada elemento.

Olá, amigos queridos!

Felicidade estar de novo aqui com vocês! Espero que estejam todos bem nessa mudança de estação! Por aqui, tudo indo bem, aliás, cada dia melhor e mais alegre por todo esse compartilhar! Nossas conexões, verdadeiramente, alegram a minha alma! ❤ Obrigada!

O tema de hoje eu tenho sentido bem latente nos últimos dias. Foi pauta nas aulas de Yoga da semana passada e também em sessão da Linha da Vida no final de semana. Além disso, em conversa em família. Então, achei que seria importante falar isso aqui nesse momento.

Vamos lá! 🙂

Os elementos da natureza e os processos terapêuticos:

Nos espaços de atendimento tentamos sempre manter em harmonia e equilíbrio os elementos da natureza, respeitando os ciclos naturais e também o que é preciso para que os tratamentos ocorram de forma segura. Como assim?

Cada elemento da natureza traz uma energia, um trabalho, uma contribuição específica que ajuda a manter, limpar, organizar, realinhar, desintegrar e transmutar aquilo que já pode ir e aquilo que precisa ficar.

Assim: o fogo impulsiona a vida e desintegra aquilo que já pode ir; o ar nos conecta e traz sementes; a água limpa e harmoniza; a terra estrutura e nutre; o éter traz motivo, o tempo o permite, e o espaço o concretiza. Tudo de forma sagrada e divina.

Todos esses elementos existem em cada um de nós, em uma proporção única, porque somos todos natureza. Expressam-se em sangue, músculos, respiração, órgãos, sono, ânimo, paz, prosperidade, abundância, plenitude, amor, concentração, alegria, coragem… Em seu ritmo, seu tempo, suas necessidades e seus movimentos, conectando interno e externo.

Sendo assim, tudo tem seu momento. Na semana passada, no Brasil, entramos no inverno. Tempo de frio, de ficar mais quietinho, de olhar para dentro, de encontrar a água e a terra. Momento para olhar para as nossas estruturas, nossas raízes, nossas emoções, repensar a nutrição que recebemos e que doamos.

Por isso, realinhamos os elementos na sala e reformatamos as práticas de Yoga e de atendimentos, proporcionando conexão com o aqui e agora para que a cura esteja em harmonia com o que o divino nos oferece nesse momento.

Algumas perguntas importantes para o período:

  • Como está a minha base, a minha estrutura? Como tenho andado pela vida? Como tenho me movimentado? Como é o meu caminhar? O que estou carregando comigo? Existe alguma dor/desconforto/desalinhamento nas minhas pernas/pés/intestinos? Se existe, o que está me dizendo?
  • Que emoções estou alimentando dentro de mim e no outro? Ao que elas estão conectadas? A quem elas estão conectadas? O que posso/preciso curar? Como o contato com a terra e a água podem ajudar nesse processo?

Os ciclos e o desenvolvimento no tempo e no espaço:

Esse foi um assunto sensível nos atendimentos do final de semana com a Linha da Vida.

O nosso desenvolvimento, desconectado da nossa essência individual e coletiva, infelizmente, causou muitos estragos e nos distanciou da plenitude do nosso ser. Desligamos nossos sensores mais preciosos de conexão. Desconsideramos os fluxos da existência (dia e noite, estações do ano, vida e morte, períodos de transição). A nossa intuição é colocada de lado e muitas vezes desprezada. A comunicação perdeu o sutil e sagrado. E tanto mais! Tudo isso foi afetado pela não compreensão do ego, por não entendermos as emoções, o tempo, os ciclos e a permanência na impermanência.

Nos tornamos ansiosos e desesperados pelo momento seguinte e assim, seguimos deprimidos, mesmo muitas vezes fazendo o que gostamos, porque: perdemos o aqui e agora; entramos em projeções de culpas e desejos desalinhados com nossa essência; esquecemos que a vida é cíclica e que não temos o controle, nem é nossa função ter; atropelamos os momentos e esquecemos que descanso e movimento existem porque ambos são importantes em uma jornada; e tanto mais!

Algumas perguntas importantes:

  • Tenho preservado e celebrado as estações do ano/minhas/do outro/do todo?
  • Tenho respeitado e admirado a natureza em seus movimentos?
  • Sei esperar? Sei prosseguir? Sei nutrir? Sei acolher? Sei perseverar? Sei desistir?

A solução? Reconexão e celebração com a vida, com o prana, com a fala, com a escuta, com o momento, com o espaço, com cada elemento.

Reconhecendo a fala do corpo:

Seu corpo é sua primeira casa e toda casa, para um funcionamento abundante e pleno, precisamos cuidar, apreciar, celebrar, harmonizar, equilibrar, administrar, e por aí vai. E para que tudo isso aconteça, a atenção plena é necessária. Ser um observador de si não deve ser uma carga pesada, é preciso encontrar o prazer e a alegria em administrar a si, quando as coisas parecem bem e quando não parecem.

Algumas perguntas importantes:

  • Observo quando estou verdadeiramente com fome/sono e quando já comi/dormi o suficiente? Percebo rapidamente quando algo que comi/sonhei não me fez bem?
  • Quando me machuco fisicamente/emocionalmente/energeticamente providencio a cura? E respeito o tempo de cura?
  • Cuido do meu corpo com gentileza, acolhimento e amorosidade?
  • Respeito as necessidades reais para manutenção e equilíbrio de todo o meu sistema? Providencio bons alimentos, vivos, ricos, nutritivos e feitos especialmente para a minha forma na natureza?

Reconhecendo a nutrição da natureza:

A árvore não dá comida em saquinho, não é verdade? A natureza dá aquilo que, verdadeiramente, precisamos. Alimentos de todos os níveis cheios de prana! Alimentos puros que nutrem nossas células, fortalecem nossos músculos, nos dão vitalidade, promovem o descanso, conectam a mente aos bons pensamentos.

Isso tudo com a sabedoria dos ciclos e dos fluxos! Em cada época do ano, a natureza celebra sua existência florescendo e frutificando aquilo que, de fato, precisamos! E olha que incrível, não precisamos de nada além disso porque esses alimentos são altamente inteligentes e conectados com nossas necessidades. Tudo o que precisamos fazer é passar uma água e colocá-los na boca!

Então, por que complicamos? Dizem que “comer de saquinho” é mais prático.  Mas, espera aí… a vida não é prática! Tudo no seu tempo: a gestação, o nascimento, a morte, a fome, o sono, o acordar! A vida não tem que ser prática porque ela já é sábia e inteligente.

A praticidade é mais uma das coisas inventadas pelo desenvolvimento pautado na pressa. Mas a sabedoria vem da fonte da vida. A sabedoria nos criou, portanto, sábios é o que somos em essência e só precisamos reconectar para acessar.

Quem quer se curar, precisa se conectar com o ser divino, sagrado e sábio que somos em essência: pura natureza! 

E para encerrarmos a música que me acompanhou durante toda essa escrita:

Sei que o texto ficou longo, mas espero que tenha sido uma boa leitura! 🙂

Um super abraço e até o próximo post!

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